Showing posts with label virtual machines. Show all posts
Showing posts with label virtual machines. Show all posts

Dec 10, 2018

Migrating memoQ with Mac Parallels


A recurring complaint among memoQ users is the perceived (and actual) difficulty of moving all one's resources to a new computer when it's time to retire the old one. My favorite strategy is to create a single backup file for all my projects and restore that on a new machine, though this still leaves some details to clean up like moving light resources that don't happen to be included in any of those projects. Some people like to make a dummy project and attach all the heavy resources to that, but this is really only a viable option if you work in a single language pair. There are other strategies, of course, some better than others, given the particular situation.

Recently, a colleague who prefers to work on Apple Macintosh computers with Windows running in a Parallels virtual machine (VM) shared her new approach to migration. Apparently it's working well. And I suspect that the same approach could be used with a Windows VM under Windows as I used to do a lot in the days I tested more unstable software and needed to quarantine potential disasters.

Rather than re-install everything on the new machine, she simply
  1. installed Parallels on the new Mac,
  2. copied the VM file from the old Mac to the new one and
  3. copied resource folders to an identical path on the new Mac.
That's all. The fact that this is a virtual environment makes it all easier. So any memoQ user who runs the software using some virtual machine (VMware, Parallels, etc.) could do the same I suppose. Or any user with any operating system who runs Windows on a virtual machine.

That should have occurred to me earlier. Years ago I used to run several virtual machines with ancient versions of Windows to access old CD-based dictionaries that could not run under newer OS versions, but I've fallen out of that habit in recent years as the emphasis of my translation work shifted to other fields.

Apr 20, 2015

Máquinas virtuais para traduzir e ditar no Apple OS/X para Totós (ou como os Macs são os melhores amigos dos tradutores Portugueses)


RESUMO

O OS/X, o sistema operativo da Apple, inclui nas suas últimas versões a aplicação “Ditado”, que permite ditar para o computador numa panóplia de diferentes idiomas, com a dita máquina a transcrever o texto ditado para o ecrã.

Neste momento, poderão eventualmente pensar “Ah, pois, e tal, isso é o que o Dragon NaturallySpeaking faz!”. Pois é. Mas a versão actual do DNS já não suporta Português, e a aplicação do OS/X, com base no software da mesma Nuance que produz o DNS, suporta Português (deste e do outro lado do Atlântico), Alemão (Suíço e o da Alemanha ), Checo, Chinês (três variantes), Coreano (da Coreia do Sul - assumo que quem estava a desenvolver a versão do Norte foi raptado pelo regime local), Dinamarquês, Eslovaco, Espanhol (três variantes), Finlandês, Francês (três variantes), Grego, Holandês, Húngaro, Indonésio, Inglês (quatro variantes), Italiano (duas variantes), Japonês, Malaio, Norueguês, Polaco, Romeno, Russo, Sueco, Tailandês, Turco, Ucraniano e Vietnamita.

O sistema operativo faz isto descarregando dicionários acústicos com informação acerca do sotaque e idioma esperado, que são processados localmente com base nessa informação. A melhor parte é esta: podem instalar os que quiserem.

Trabalhando eu essencialmente com Português e Inglês, e sendo detentor de uma licença do Dragon Naturally Speaking, pude comparar a funcionalidade de um e outro. No entanto, a maioria das ferramentas CAT não funciona em ambiente OS/X, pelo que se torna necessário recorrer a máquinas virtuais a correrem o Windows para beneficiar simultaneamente das potencialidades acrescidas oferecidas pela Apple e da base comum oferecida pela plataforma da Microsoft.

Assim, estabeleceu-se Inicialmente, uma base comum para avaliar o software de visualização que permita beneficiar do ditar juntamente com aplicações CAT.  Foram avaliados dois pacotes de software de virtualização com exactamente a mesma máquina virtual, e testado o desempenho e funcionalidade em ambos.

INTRODUÇÃO, OU COMO RAIO ACABEI A FORMATAR O MEU PORTÁTIL E A FAZER EXPERIÊNCIAS COM ELE EM NOME DA CIÊNCIA

Há alguns meses atrás, o Kevin Lossner falou-me de um desenvolvimento levado a cabo por William Hardisty e Joana Bernardo, uma aluna sua, que estavam a utilizar a transcrição automática de texto ditado  incluída no OS/X como uma ferramenta de acessibilidade e aumento da produtividade num contexto de tradução. Aliás, esta mesma abordagem foi descrita e discutida num evento na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o SDL Day, em 22 de Janeiro de 2015.

A utilização deste recurso não é nada de novo -  a Nuance construiu a reputação da sua empresa com base na família de produtos “Dragon”. Infelizmente, na última versão (que utilizo num PC para a escrita de documentos originais em Inglês, relacionados com os meus objectivos académicos), pude constatar que o Português tinha sido abandonado.

Felizmente, a Apple assegurou que o seu sistema operativo tinha esta funcionalidade. Agora a questão era como implementar essa funcionalidade com as ferramentas disponíveis, a maioria em ambiente Windows.

David Hardisty e Joana Bernardo relataram a sua utilização recorrendo ao Parallels Desktop, uma ferramenta de virtualização para o OS/X, que permitia utilizar este recurso num ambiente instalado na máquina virtual - que pode correr o Windows, entre outros sistemas operativos.

Este artigo debruça-se assim sobre a instalação dos dois  pacotes de software - VMWare Fusion e Parallels Desktop - o seu desempenho e outras observações relevantes.

1 - QUAL O SOFTWARE DE VIRTUALIZAÇÃO A UTILIZAR?


Como referido anteriormente, este artigo debruça-se essencialmente sobre o VMWare Fusion 7 e Parallels Desktop 10, as versões actuais à data da escrita destas palavras. Existem diversas outras aplicações de virtualização, tendo eu utilizado o VirtualBox da Oracle desde o momento em que adquiri a máquina utilizada neste teste comparativo.

Infelizmente, esta última aplicação não permitia a utilização destas funcionalidades pelo que foi imediatamente excluída. É uma pena, porque ao contrário dos outros, é gratuito. Para além disso, serviu-me fielmente até ao momento em que limpei o portátil.

Quer o software da VMWare quer o da Parallels são produtos comerciais, e ambos mencionam a integração da funcionalidade de ditado com o seu sistema de virtualização como argumentos para a sua utilização.

Portanto a questão que se coloca é: funcionam realmente, e qual dos dois é o melhor para este trabalho?


2 - INSTALAÇÃO


Não vos vou maçar com pormenores aborrecidos - digamos que aproveitei a oportunidade para limpar o portátil, tendo-o formatado e feito uma instalação do OS/X Yosemite. A máquina em que foi testado foi o meu fiel Macbook Air de 2013, com 8GB RAM, i5 1.3 GHz e um SSD de 120 GB.

A instalação de ambas as aplicações é bastante simples, e o diálogo para a criação da máquina virtual é praticamente idêntico. Ambos pedem para registarem/comprarem a aplicação, e ambos permitem testá-la - por 14 dias no caso do Parallels Desktop, por 30 no caso do VMware Fusion.


 Como estava a criar uma máquina nova, foi esta a opção que escolhi com o Parallels
 Apontei para um ficheiro ISO (os Macbook Air não têm leitor de CD...)...
 ... e escolhi a opção "Produtividade" para predefinir a configuração da máquina virtual.
Nota importante: Se quiserem configurar a instalação do Windows, desmarquem "Instalação expressa". 
Dei comigo a instalar o Windows em Alemão antes de cancelar a coisa. Eu fiz a activação do Windows no interior da máquina virtual.  
 
Eh... é o Windows 7, pá!
 
E cá está ele a instalar...
... e com o Windows a funcionar, a ditar para o Bloco de Notas!
A instalação do VMWare Fusion é muito semelhante. Eu clonei a máquina Virtual do Parallels para garantir uma igualdade entre ambos. Em todo o caso não registem a aplicação! Eu esperei uns dias e comecei a ver publicidade a oferecer descontos no Parallels, na loja online da empresa :)

3 - CONFIGURAÇÃO DA MÁQUINA VIRTUAL

Ambos os sistemas utilizaram exactamente a mesma configuração: 30 GB de disco, 4 GB RAM, Windows 7 Ultimate, Office 2010 (é a versão que tenho licenciada para PC), Mozilla Firefox e memoQ 2014R2. Foi ainda instalada a aplicação Novabench para medir o desempenho de ambas as máquinas virtuais, a correrem sob definições de desempenho máximo, com o portátil ligado à corrente.

4 - DESEMPENHO E RESULTADOS

Logo após a instalação de qualquer uma das máquinas, o ditado fica imediatamente disponível. Basta utilizar a combinação de teclas predefinida (ou outra) e este começa imediatamente a funcionar, com pouco mais atraso que quando utilizado nativamente no OS/X. Todos os comandos estão disponíveis, e pode-se mudar de idioma através do menu flutuante que acompanha o cursor da escrita. Uma vez que o reconhecimento e voz é nativo do OS/X e transposto para a máquina virtual, não há diferenças imediatamente evidentes entre ambas, embora as medições de desempenho contem outra história.

A avaliação de desempenho do Windows 7 dá uma pontuação mais alta ao Parallels Desktop, em virtude essencialmente do desempenho gráfico.

Parallels Desktop...
...e o VMWare.
Já o Novabench dá o resultado exactamente oposto, com o VMware Fusion a ter um desempenho gráfico marcadamente melhor, embora pior em tudo o resto, especialmente no desempenho do processador.

Parallels Desktop... 
...e VMWare Fusion.

Na prática, durante o período em que o testei, não notei diferenças - admito no entanto que isso possa ser diferente à medida que se utilizam mais e mais recursos do sistema através da máquina virtual.

Quanto ao desempenho da aplicação “Ditado” - é boa. Muito boa, na verdade. Consigo velocidades superiores às do DNS em Inglês, embora tenha de editar mais frequentemente o texto. O “Ditado” requer uma dicção calma, monocórdica e pausada. No seu melhor, resulta em frases de 40, 50 palavras com pouquíssimos erros (um ou outro do dicionário, e costuma ter problemas com artigos que soem ao fim ou início das palavras antecedentes ou seguintes. Também é aborrecido colocar a primeira letra sempre em maiúsculas.

Em termos de velocidade pura, para quem está habituado a utilizar o Dragon juntamente com o teclado e rato (a que o Kevin chama “mixed mode”) a diferença em velocidade e ergonomia é gritante. Este passou a ser o meu equipamento de eleição para tradução.

Descobri que numa casa em que duas crianças pequenas, dois cães e uma gata correm, em números constantemente variáveis entre si, atrás uns dos outros, o velho auricular do meu iPhone 4 me permitia uma melhor qualidade de som ao colocar o microfone mais perto da minha boca e mais longe da algazarra doméstica.

Descobri ainda que existe uma variedade interessante de comandos, não na aplicação “Ditado”, mas na opção Acessibilidade das Preferências do Sistema, sob a opção “Ditado”. Podem activar a opção de Comandos Avançados (que é pelo menos tão detalhada quanto a do DNS), ou criar os vossos próprios comandos.

Localização das opções para a ferramenta Ditado e configuração de comandos da mesma.
Localização da opção "Ditado" no menu de Acessibilidade... 
 ... e a lista de comandos disponíveis (são muitos, mesmo muitos). Ao clicarem no "+" podem criar os vossos próprios comandos!

CONCLUSÃO

Bem, tem que ter um fim, não? Pessoalmente, não notei diferenças entre o VMWare e o Parallels quanto ao ditar o texto e em velocidade, apesar dos resultados dos testes de desempenho.
No entanto, o Paralells oferece algumas coisas interessantes, tais como integração directa com o ambiente do Yosemite (podem copiar ficheiros de e para a Máquina Virtual de dentro dela ou fora).
Isto é-me particularmente útil porque assim só preciso de ter uma cópia do conteúdo local da minha Google Drive, ao invés de uma em cada máquina, virtual ou verdadeira.

Gostei ainda da possibilidade de lançar directamente as aplicações da máquina virtual a partir do Launchpad.


Dito isto, e considerando o desconto, decidi-me pelo Parallels Desktop. Considerando a minha utilização da Google Drive para questões administrativas, dá-me um jeitaço ter apenas de sincronizar uma cópia da mesma no OS/X, a qual é acedida pela máquina virtual.

Contudo, o VMWare é uma boa opção, e a diferença de desempenho não me foi notória, pelo que suponho seja uma questão de escolherem conforme a vossa preferência. O VMware é mais barato (o preço fica parecido com os códigos de desconto), mas permite a instalação em três máquinas, para além de outras diferenças. O Parallels apenas permite instalar numa.

Divirtam-se, e bom trabalho!

(Este bocado de prosa foi escrito no mais absoluto desrespeito pelo Acordo Ortográfico. Assim se escreve em bom Português.)


******

This guest post was submitted by Tiago Neto, a German/English to European Portuguese translator and veterinarian, who has written what I believe to be the first article comparing the efficiency of different virtual machines for Windows-based translation environments running on Apple Macintosh hardware. Thank you, Tiago!

Jan 14, 2014

The virtue of virtual machines for translation

The year 2014 started for me with new stationary working hardware and plans for using it via remote access as some of my clever colleagues and friends have already done for years with their high-powered desktop systems. For more than a decade I've worked on laptop computers, but a RAM-loaded tower with solid state drives just makes more sense now for the kinds of work I do.

The new configuration is particularly well-suited for using virtual machines, such as those with can be created with VirtualBox or VMware. I have used VMware for more than a decade now, mostly as a way to continue using ancient translation dictionaries which cannot be run under newer versions of the Windows operating system, but also as a way of using some Linux tools on a machine that is otherwise configured for other operating systems. This time I'm going a little further and using a VMware configuration to quarantine SDL Trados Studio 2014 and keep its current difficulties with Java from affecting the rest of my system. I wish I had done this with earlier versions of SDL Trados, and I paid the price of stupidity often enough by getting my Microsoft Office installations screwed up every time.

Virtual machines also solve another problem I face when documenting workflow solutions for memoQ and comparing them in different versions. It's rather a nuisance to close one version and open another simply to look at a dialog or make a simple screenshot; now I can simply launch the older version of the software in the window for a virtual machine. Time saved. Less stress.

Although I do have an old VMware Workstation license, I'm now using version 6.0 of the free VMware Player, which is able to create its own virtual machines. The free converter from VMware also enables me to create virtual machines from my old laptop and netbook configurations. I also plan to try Windows XP Mode under Windows Virtual PC for some applications.

What are the potential benefits for other translators to use virtual machine solutions?
  • Continued use of older dictionaries or software versions for which updates may not be available or needed
  • Safe testing and/or isolation of new software or upgrades you don't trust
  • Use of other operating systems or software versions for documentation. When I did a lot of software manual translation years ago, I used several virtual machines with different versions of Windows in various languages to keep track of differences in system paths, etc.
  • Access to tools or other resources available only for another operating system.
Shared folders allow easy passing of data between virtual machines and the host system (your main computer configuration). There are probably a number of other benefits; I've only listed the ones I have made use of many times over the past 13 years and will use to a greater extent once again.